segunda-feira, 22 de junho de 2015

[Resenha] "Memórias de um Gigolô", por Marcos Rey

     Há oito anos conheci as obras daquele que considero um dos melhores autores do nosso país: Marcos Rey. Meu primeiro contato foi o infanto-juvenil "Dinheiro do Céu". Gostei tanto que logo depois vieram "Sozinha no Mundo", "O Mistério do Cinco Estrelas", "Corrida Infernal", "Gincana da Morte" e vários outros títulos.

     Sempre soube que Marcos também escreveu romances para o público adulto - os títulos que eu citei acima são da Coleção Vaga-Lume da editora Ática, focada no público infanto-juvenil, que fez muito sucesso nas décadas de 70, 80 e 90. A oportunidade de ler um livro "adulto" escrito pelo autor se deu há poucos dias, quando encontrei um exemplar antigo de "Memórias de um Gigolô" na biblioteca da faculdade. 


Sinopse


     O órfão Mariano é criado pela cartomante Antonieta no bas-fond de São Paulo. Depois da morte de sua protetora, é adotado por Madame Iara, dona de um bordel onde ele começa a escrever cartas e se transforma no rei da noite dos anos 30. É nesse momento que ele conhece e se apaixona por Lupe, "Lu", prostituta que é protegida por Esmeraldo, cafetão profissional.

     Inicia-se então um triângulo amoroso intenso, repleto de emoções, encontros e desencontros.

Uma caixa de surpresas


      "Memórias de um Gigolô" foi uma experiência surpreendente, pois esperava uma outra história, outras tramas, outros perfis dos personagens. Não fiquei decepcionado com o que li, mas confesso que esperava mais.

     Um dos maiores méritos do livro é que a cada capítulo aparece uma surpresa ou reviravolta na história. Impressionante a capacidade do autor de criar tipos tão reais em situações diversas. Você não consegue imaginar o que está prestes a acontecer, não sabe pra quem torcer e nem aonde essa história vai dar. É uma surpresa atrás da outra.


Outras versões


     Não foi apenas em formato de livro que "Memórias de um Gigolô" conquistou o público. Em 1970, o romance ganhou versão cinematográfica, dirigido por Alberto Pieralisi com Claudio Cavalcanti no papel de Mariano.

     Já em 1986, foi a vez do livro ganhar versão em minissérie, produzida pela Rede Globo e adaptada pelo próprio Marcos Rey e por Walter George Durst. O famoso triângulo amoroso formado por Mariano, Lupe e Esmeraldo era interpretado pelos atores Lauro Corona, Bruna Lombardi e Ney Latorraca, respectivamente.

Bruna Lombardi (Lupe), Ney Latorraca (Esmeraldo) e Lauro Corona (Mariano) na minissérie exibida pela Globo em 1986

Nenhum comentário:

Postar um comentário