quarta-feira, 8 de julho de 2015

[Resenha] "O Sobrevivente", por Gregg Hurwitz


      Cheio de atribulações e diagnosticado com um problema de saúde incurável, Nate Overbay decide dar fim à própria vida se jogando do parapeito da janela do banheiro do 11º andar de um Banco. Ao ouvir tiros vindo de dentro do Banco, Nate percebe que está havendo um assalto. Chocado com a crueldade dos criminosos, ele decide usar toda a sua experiência no treinamento militar e consegue render e matar todos os integrantes da quadrilha, menos o seu líder, que antes de escapar ameaça Nate, deixando claro que ele se arrependerá de seu ato. Dias depois, Nate é sequestrado pela máfia ucraniana e recebe uma ameaça: precisa voltar ao banco e concluir a tarefa que os bandidos não puderam cumprir. Do contrário, sua ex-mulher – pela qual ainda é apaixonado – e a filha adolescente, que não o reconhece mais como pai, serão brutalmente assassinadas. Enquanto o tempo corre de maneira implacável e o prazo de Nate se aproxima do fim, ele luta não só para salvar as duas da morte, mas também para recuperar sua confiança e seu amor.

     Gregg Hurwitz sabe mesmo como deixar seus leitores viciados e empolgados com seus livros. É impressionante como em poucos capítulos ele consegue prender o leitor a uma história envolvente, narrativa ágil e eletrizante com situações imprevisíveis. Sem falar nos desfechos surpreendentes.


     "O Sobrevivente" chamou minha atenção logo no primeiro capítulo. Em menos de meia hora já havia lido dezenas de páginas. Mas, pouco depois, grande parte dessa empolgação diminuiu. Um protagonista cheio de culpa, uma filha adolescente extremamente irritante com um namorado sem noção e o insuportável atual noivo da ex-mulher me irritaram bastante em determinado momento. Cheguei a deixar o livro de lado por alguns dias, mas logo retomei a leitura, ansioso para saber no que essa história iria dar. E conforme a história ia se aprofundando, passei a entender melhor seus personagens e até a admirá-los (com exceção do noivo da ex-mulher do Nate).

     E que história incrível! Haja fôlego para tantos momentos de ação - e emoção também! Não entendo como os livros do Gregg não fazem tanto sucesso como os de outros autores. Bem, pelo menos eu não vejo muita repercussão deles nos blogs sobre livros. Eu, por exemplo, só conheci suas obras porque "garimpei" o site da editora Arqueiro em busca de novos títulos. Talvez eu esteja desatualizado. Ou a editora não divulgue tanto seus livros. Não sei. E também não me interessa. O importante é que tive o prazer de ler dois de seus três livros publicados no Brasil e posso recomendá-los com muitos elogios.

    Apesar de ter gostado muito de "O Sobrevivente", considero, por enquanto, "Você é o Próximo" como o melhor do autor; é um dos meus preferidos. Pretendo daqui a um tempo ler "Você Está Sendo Vigiado". Se for tão bom quanto os anteriores já terá valido a pena. 

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