sábado, 25 de julho de 2015

[Resenha] "Perdas e Danos", por Diane Chamberlain


     Às vezes os problemas aparecem em nossas vidas de forma tão rápida e pesada que nos sentimos sem rumo, como se estivéssemos em um labirinto tentando encontrar a saída e nos damos conta de que quanto mais a gente caminha, mais se afasta dela.

     E foi exatamente essa a sensação que percebi no personagem Travis Brown, o herói do romance "Perdas e Danos". Ele é um rapaz de apenas 23 anos e que já é pai de uma linda menina de 4 anos, Bella, que cria com a ajuda de sua mãe. Robin, a mãe de Bella, devido a sérios problemas de saúde, não pôde ficar com a menina e seu pai a convenceu a entregá-la para a adoção. Mas Travis não deixou que isso acontecesse; lutou pela guarda da menina e agora luta incansavelmente para sustentá-la. Sua rotina não é fácil, mas ele consegue levar uma vida digna.  


      Porém, de uma hora pra outra tudo começa a dar errado: ele perde o emprego, sua casa pega fogo e sua mãe morre. Subitamente, a segurança que lutou tanto para conseguir começa a desmoronar e ele não sabe mais como fazer para sustentar a si mesmo e à filha. Então, um milagre acontece: uma oportunidade de trabalho em outra cidade pode, enfim, mudar sua sorte. O problema é que, quando Travis chega lá, não há emprego algum, apenas uma proposta para participar uma única vez de um crime, com a promessa de dinheiro rápido e nenhuma consequência. Sem opções, ele tem que fazer outra escolha para conseguir manter a filha em segurança. Mesmo que isso signifique a possibilidade de perdê-la para sempre.

     Lendo a sinopse, é impossível não se sensibilizar com a história de Travis, não é mesmo?  Mas eu te garanto que quando você ler o livro, tenho certeza de que ficará ainda mais comovido. Assim que terminei de ler "Perdas e Danos" percebi que meu faro para livros bons está ótimo. Às vezes passo horas "garimpando" os sites das editoras em busca de novos títulos para ler, e foi durante uma dessas buscas que conheci as obras da autora Diane Chamberlain. Aliás, esse hábito tem feito eu conhecer ótimas obras, verdadeiras preciosidades em forma de livro.

     E "Perdas e Danos" é uma delas. Apesar do início um pouco confuso, aos poucos o livro foi me conquistando até que me vi não conseguindo parar de ler. E foi muito complicado para mim os primeiros capítulos, me senti totalmente perdido em alguns momentos, pois o romance tem três narradores: o protagonista Travis, Robin (a mãe da Bella) e Erin (uma mulher que cruza o caminho de Travis e Bella). Cada um deles narra em primeira pessoa seus respectivos capítulos. E isso foi muito complicado, pois eu não conhecia bem os personagens e não conseguia entender a ligação entre eles para dar sentido à história. Mas aos poucos, conforme as páginas vão avançando, o leitor começa a juntar as peças e aí descobre a magnitude que existe nessa trama tão bem construída.

      Para mim esse livro foi como uma lição de vida. Conhecer personagens como Travis, Robin e Erin, com histórias de vida tão difíceis e suas lutas pessoais para lidar com os problemas foi gratificante e inspirador. No começo eu indaguei o motivo de terem trocado o título do livro na tradução - o original é The Good Father. À primeira vista eu achei que "O Bom Pai" seria o mais adequado, afinal, a história é focada na trajetória de Travis em dar uma vida boa para a filha. Mas quando o livro terminou entendi que "Perdas e Danos" combina muito mais, pois reflete na vida de vários personagens, não só dos três citados.

     Diane Chamberlain ganhou meu respeito e admiração como autora. Espero ter oportunidade de ler outros títulos de sua autoria. Se forem tão bons quanto "Perdas e Danos", não tenho dúvidas de que será uma ótima experiência acompanhar seu trabalho.

2 comentários:

  1. Oi, Douglas! Tudo bem?

    Adorei a história, fiquei muito curiosa sobre a trama e no processo de amadurecimento do personagem - porque, sem dúvida, passar por tudo isso não é fácil.

    Parabéns pela resenha!

    Beijos,

    Pah - Livros & Fuxicos

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    Respostas
    1. Obrigado, Paola!
      Acredito que você vai apreciar essa história.

      Beijo!

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