domingo, 16 de agosto de 2015

[Resenha] "Ame o que é Seu", por Emily Giffin


      A vida é como uma grande encruzilhada. Estamos sempre diante de vários caminhos, diversas opções. Desejamos sempre o melhor para nossas vidas, mas nem sempre fazemos a escolha certa. Às vezes, diante de tantas opções, bate sempre aquela dúvida: "Será que estou fazendo a escolha certa?". E mesmo quando acertamos, sempre nos indagamos como seria nossas vidas se tivéssemos escolhido outros caminhos.

      E esse é o principal questionamento do romance "Ame o que é Seu", de Emily Giffin, da editora Novo Conceito. Nele, a protagonista e narradora da história, Ellen, se vê em um momento delicado. Ela vive um casamento perfeito com Andy, irmão de sua melhor amiga, Margot, mas após um encontro com seu ex-namorado, Leo, ela começa a questionar suas escolhas e seus valores. Apesar do término do namoro ter deixado marcas desagradáveis em Ellen, esse reencontro acaba abalando seu emocional e ela se vê diante de um turbilhão de emoções.

     "Ame o que é Seu" é um dos livros mais difíceis que li. Por mais que eu avançasse as páginas, sentia que leitura não fluía. Durante quase todo o livro não senti nem um pingo de simpatia pela protagonista Ellen. Sua indecisão diante de uma escolha aparentemente tão óbvia me deixava impaciente e insatisfeito com a história. Se ela vivia um casamento perfeito, se estava feliz e amava o marido, por que um simples encontro com alguém que tanto a machucou modificaria tudo isso? Eu sei, como diz a música cantada pelo Tim Maia, "Paixão antiga sempre mexe com a gente", mas mesmo assim não conseguia concordar com tudo aquilo. Até que, 200 páginas depois, uma reviravolta acontece. Não é tão impactante assim, mas muda a nossa ótica sobre a história e diante de alguns acontecimentos, a gente acaba compreendendo a Ellen.

     Apesar de não ter agradado de 2/3 da história, o final mudou completamente minha opinião sobre o livro. O final foi imprevisível, diferente do que eu imaginei, mas me deixou bastante satisfeito e tudo passou a fazer sentido. Ou seja: a leitura valeu mesmo a pena.

       Talvez o meu descontentamento com a história tenha sido pela forma como ela é contada. A autora escreve muito bem, mas acredito que se fosse em terceira pessoa, sem tantos detalhes irrelevantes e um pouco mais ágil e dinâmico, ficaria melhor.

Nenhum comentário:

Postar um comentário