terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

[Resenha] "A Garota no Trem", por Paula Hawkins

      Quem depende de transporte coletivo, sabe que às vezes o trajeto pode ser um pouco entediante. Principalmente se você não tiver a companhia de um bom livro ou de um dispositivo para ouvir música.

      Rachel, personagem central do livro "A Garota no Trem", conhece muito bem essa rotina. E para escapar um pouco do tédio, ela passou a observar as pessoas pela janela do trem que ela costuma pegar todos os dias. Assim, ela passou a imaginar como seria a vida de um determinado casal, que ela apelidou carinhosamente de Jason e Jess, que viviam numa bela casa vitoriana. Mas ela não imaginava que, durante essa rotina, ela presenciaria uma cena que mudaria completamente a maneira como ela observa - ou imagina - a vida das pessoas.

       "A Garota no Trem", escrito por Paula Hawkins, foi lançado pela editora Record, no ano passado. O thriller psicológico se tornou um dos maiores fenômenos editoriais na Inglaterra e nos EUA e vem repetindo o sucesso aqui no Brasil. 




Informações


Título original: The Girl On The Train
Autora: Paula Hawkins
Tradução: Simone Campos
Editora: Record
Lançamento: 2015
Páginas: 378



Sinopse

      Todas as manhãs Rachel pega o trem das 8h04 de Ashbury para Londres. O arrastar trepidante pelos trilhos faz parte de sua rotina. O percurso, que ela conhece de cor, é um hipnotizante passeio de galpões, caixas d’água, pontes e aconchegantes casas.

      Em determinado trecho, o trem para no sinal vermelho. E é de lá que Rachel observa diariamente a casa de número 15. Obcecada com seus belos habitantes – a quem chama de Jess e Jason –, Rachel é capaz de descrever o que imagina ser a vida perfeita do jovem casal. Até testemunhar uma cena chocante, segundos antes de o trem dar um solavanco e seguir viagem. Poucos dias depois, ela descobre que Jess – na verdade Megan – está desaparecida.

     Sem conseguir se manter alheia à situação, ela vai à polícia e conta o que viu. E acaba não só participando diretamente do desenrolar dos acontecimentos, mas também da vida de todos os envolvidos. 


Resenha


       Fiquei na dúvida se deveria ou não publicar uma resenha sobre "A Garota no Trem". Quando termino de ler um livro que me impressionou, fico muito animado em falar sobre ele. Gosto tanto, que desejo que todas as pessoas do mundo também leiam o livro em questão. Mas não foi assim que me senti depois que li o livro de Paula Hawkins.

     Na verdade, desde o começo que estava me sentindo assim. Eu me vi muito entediado durante os primeiros capítulos, mas mesmo assim segui em frente, embora sentisse uma ligeira vontade abandoná-lo. Mas depois de ler tantos livros aprendi que nós podemos sim nos surpreender. E isso já me aconteceu muitas vezes. Mas não dessa vez.

     Com muita determinação, continuei a leitura de "A Garota no Trem". Mas apenas comecei a me interessar de fato pela história aproximadamente na metade. Não entendo o motivo disso ter acontecido... A sinopse é bastante interessante, os personagens são bastante intensos e bem desenvolvidos, mas de alguma forma não me simpatizei com nenhum deles. A trama também não me surpreendeu, apesar do desfecho inesperado (imaginava outra coisa).

     O mais engraçado é que não criei expectativas sobre ele. Li por impulso, nem levei em conta os elogios, as referências e os números de exemplares vendidos. Nada disso motivou a leitura. 

     De qualquer forma, pra mim valeu a pena lê-lo. Sempre vale, não é? Mesmo que o livro não cause aquele entusiasmo que a gente espera, é bom conhecer outras histórias, outros autores.

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