domingo, 15 de maio de 2016

[Resenha] "Enquanto Bela Dormia", por Elizabeth Blackwell

     Era uma vez um livro, publicado pela editora Arqueiro, que era a releitura de um dos maiores clássicos dos contos de fadas!...

     Brincadeiras à parte, hoje a resenha é de um romance, no mínimo, bastante curioso: "Enquanto Bela Dormia", escrito pela autora Elizabeth Blackwell.

      A história narrada é uma releitura do clássico "A Bela Adormecida", que, com toda certeza, já foi apreciada por muitos de nós, quando crianças. Aqui no Brasil, o livro "Enquanto Bela Dormia" foi lançado em janeiro de 2016.



Informações


Título original: While Beauty Slept
Autor (a): Elizabeth Blackwell
Tradução: Vera Ribeiro
Editora: Arqueiro
Ano: 2016
Páginas: 368




Sinopse



     Nos salões de um castelo, uma confidente leal guardou por muitos anos os segredos de uma rainha linda e melancólica, uma princesa que só queria ser livre e uma mulher que sonhava com a coroa. Esta é sua história.


     Ambientada em meio ao luxo e às agruras de um reino medieval, esta releitura de A Bela Adormecida consegue ser fiel ao clássico ao mesmo tempo que constrói uma narrativa recheada de elementos contemporâneos. Nessa mescla, os dramas de seus personagens – um casal infértil, uma jovem que não aceita viver em uma redoma e uma família despedaçada pela inveja – tornam-se atemporais. 

     Quando a rainha Lenore não consegue engravidar, recorre aos supostos poderes mágicos da tia do rei, Millicent. Com sua ajuda, nasce Rosa, uma menina linda e saudável. No entanto, a alegria logo dá lugar às sombras: o rei expulsa de suas terras a tia arrogante, que então jura se vingar. Seu ódio se torna a maldição que ameaça a vida de Rosa. Assim, a menina cresce presa entre os muros do castelo, cercada dos cuidados dos pais e de Flora, a tia bondosa e dedicada do rei que encarna a fada boa do conto original. 

     Mas quando todas as tentativas de proteger Rosa falham, é Elise, a dama de companhia e confidente da princesa, sua única chance de se manter viva. E é pelos olhos dessa narradora improvável que conhecemos todos os personagens, nos surpreendemos com o destino de cada um e descobrimos que, quando se guia pelo amor – a magia mais poderosa do mundo –, qualquer pessoa é capaz de criar o próprio final feliz.



Resenha


     Serei sincero: não gosto de contos de fadas. Muito menos da história de "A Bela Adormecida", que desde a minha infância é uma das que mais detestava. Mas, curiosamente, quando me deparei com a magnífica capa de "Enquanto Bela Dormia", fiquei interessado no livro. Já pela sinopse, deu pra perceber que a história me conduziria aos tempos medievais, com todas as peculiaridades que esse universo nos proporcionaria. E esse foi o principal motivo que me fez querer ler o livro de Elizabeth Blackwell.

     Eu esperava da história aquilo que a sinopse aparentemente prometia: os bastidores da história da princesa adormecida, sob o ponto de vista da principal serva da rainha. Mas quando avancei na leitura, percebi que o livro era mais do que eu imaginava.

      "Enquanto Bela Dormia" foca na trajetória da jovem Elise, uma moça de origem extremamente humilde, que passou por muitos percalços até conseguir uma posição de respeito no castelo do rei Ranolf e da rainha Lenore. Elise é a nossa narradora, e é sob sua ótica que embarcamos nessa história repleta de mistérios, intrigas e grandes surpresas.

      E é por meio da relação entre Elise e a rainha Lenore que são abordados os temas amizade e lealdade. Apesar do abismo que separam-nas, devido à classe social de cada uma delas, desde o primeiro momento elas sentem uma afinidade muito grande uma pela outra, que futuramente se desenvolve num edificante laço de amizade.

     Não sei como falar mais sobre "Enquanto Bela Dormia", sem revelar os desfechos da história. Por isso, vou parar por aqui. Mas devo ressaltar que fiquei extremamente satisfeito com o livro. Foram surpresas seguidas de surpresas, com um final emocionante e inesperado. Com criatividade, Elizabeth Blackwell comprovou que é possível inserir um tempero a mais nos clássicos contos de fadas que fizeram parte da nossa infância, sem extinguir as suas essências.

      E já que o saldo final foi tão positivo, espero que Blackwell nos presenteie com novas releituras de outros contos de fadas. Imagine quantas histórias grandiosas podem render os clássicos, como: "Cinderela", "A Bela e a Fera", "Branca de Neve", e tantos outros!

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