sábado, 4 de junho de 2016

[Resenha] "O Bangalô", por Sarah Jio

      Lançado em 2015, "O Bangalô" foi o terceiro romance da autora Sarah Jio publicado no Brasil. Todas as obras da autora - "As Violetas de Março" (2013), "Neve na Primavera" (2015) e o mais recente, "A Última Camélia" -, foram publicados pela Editora Novo Conceito.

     Apesar de grande parte da trama se passar em um período de guerra, "O Bangalô" apresenta uma história leve e contagiante, que fala, sobretudo, dos dilemas que o amor acarreta e suas consequências. E também denota a força do verdadeiro amor, que é capaz de atravessar o tempo e todas as barreiras que possam surgir.




Informações


Título original: The Bungalow
Autor (a): Sarah Jio
Tradução: Ana Paula Costa Doherty
Editora: Novo Conceito
Ano: 2015
Páginas: 314


Sinopse



      Verão de 1942. Anne tem tudo o que uma garota de sua idade almeja: família e noivo bem-sucedidos.

      No entanto, ela não se sente feliz com o rumo que sua vida está tomando. Recém-formada em enfermagem e vivendo em um mundo devastado pelos horrores da Segunda Guerra Mundial, Anne, juntamente com sua melhor amiga, decide se alistar para servir seu país como enfermeira em Bora Bora. 

      Lá ela se depara com outra realidade, uma vida simples e responsabilidades que não estava acostumada. Mas, também, conhece o verdadeiro amor nos braços de Westry, um soldado sensível e carinhoso.

     O esconderijo de amor de Anne e Westry é um bangalô abandonado, e eles vivem os melhores momentos de suas vidas... Até testemunharem um assassinato brutal nos arredores do bangalô que mudará o rumo desta história.



Resenha


     Até saber da existência de "O Bangalô", eu também não conhecia sua autora, Sarah Jio. Fiquei sabendo do livro através de um anúncio no site da editora Novo Conceito, quando ele ainda estava na fase de pré-lançamento. A partir daí conheci não só a obra em questão, mas também a sua autora e seus demais romances, já citados na postagem.

     As expectativas que criei em relação ao "O Bangalô" foram as melhores possíveis. Não sei o motivo, mas bastou que eu apenas vislumbrasse sua belíssima capa para ter certeza de que se tratava de um excelente livro. Fato esse comprovado quando li sua sinopse.

     A princípio estranhei apenas o seu título. Afinal, eu nunca havia escutado essa palavra, "bangalô"(e sempre que comentava sobre o livro com os amigos, eles repetiam o título em voz alta com ar de dúvida). Assim, fui induzido a descobrir o seu significado, apesar de já ter uma ideia do que se tratava, quando li a sinopse. No dicionário, sua definição é uma moradia térrea, contornada por varandas, singela e graciosa. Também descobri que apresenta no máximo dois pavimentos e é muito popular na América do Norte.

     Mas voltando ao romance, quando iniciei a leitura, fiquei bastante surpreso. Primeiro pela escrita de Jio; nossa, como ela sabe contar histórias! De uma forma leve e descontraída, ela nos apresenta os personagens e suas tramas de forma que poucos autores conseguem. E segundo, pela forma envolvente que a trama nos cativa. Foi difícil me conter para não ler o livro inteiro em poucas horas!

     Além da história e da narrativa, o que também se destacou positivamente para mim em "O Bangalô", foi a sensibilidade da autora em criar uma galeria de personagens e dramas tão intensos e bem desenvolvidos. Sem falar na certa dose de magia que ela incutiu na história, que nem mesmo sei explicar, mas que é possível notar dentro de toda a atmosfera do romance quando se tem a oportunidade de lê-lo.

     A única coisa que não me agradou tanto no desdobramento da história - mas que não coloca em risco toda sua magnitude - foi o fato da autora não ter explorado algumas cenas, que talvez rendessem bons momentos para os leitores. Não é possível esclarecer essa perspectiva sem soltar alguns spoilers,  mas basicamente, em alguns momentos, a autora não expôs em detalhes as sequências de alguns fatos importantes para a história e que, com certeza, deixou não só a mim, mas outros leitores se perguntando: "O que será que aconteceu depois?".

     Por fim, a leitura de "O Bangalô" me proporcionou uma satisfação incalculável. Dessa forma - e que não poderia ser diferente -, pretendo continuar acompanhando a carreira de Sarah Jio e conhecer outras obras dela. Apreciei o romance de forma tão grandiosa, que se o tivesse lido no ano passado, com certeza o teria eleito como um dos melhores que li em 2015.


Book Trailer



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