sexta-feira, 12 de agosto de 2016

[Resenha] "Baía da Esperança", por Jojo Moyes

     "Baía da Esperança", lançado no início do ano pela editora Intrínseca, é escrito por Jojo Moyes e foi publicado originalmente em 2007.

     Mesmo completando quase uma década desde o seu lançamento original, "Baía da Esperança" continua bastante atual, discutindo temas que são bastante polêmicos, como a preservação do meio ambiente, violência contra a mulher e ética.

     Com uma trama repleta de reviravoltas, Moyes nos leva à paradisíaca Silver Bay, na Austrália, para acompanhar uma história com personagens bem-humorados, intensos, carismáticos; e histórias emocionantes e surpreendentes.

      Confira a resenha de "Baía da Esperança", abaixo:



Informações

Título original: Silver Bay
Autor (a): Jojo Moyes
Tradução: Vera Ribeiro
Editora: Intrínseca
Ano: 2016
Páginas: 304



Sinopse



     Seis anos depois de ter saído da Inglaterra, a melancólica e reservada Liza McCullen é a responsável por um barco de observação de baleias e golfinhos em Silver Bay, na Austrália, onde também administra com a tia, Kathleen, o Hotel Baía da Esperança, que já viu dias melhores.

     Hospedado no hotel de Liza, Mike Dormer está lá a negócios: depende dele o pontapé inicial do projeto de um resort de luxo. Enquanto sua noiva, em Londres, finaliza os planos do casamento, Mike tem de conseguir a licença para a construção do empreendimento, algo que terá profundo impacto na fauna de Silver Bay e consequências drásticas para a vida dos moradores, inclusive a de Liza, que guarda um grande segredo e correrá perigo caso precise se mudar dali.

     Quando o mundo de Mike e Liza colidem de forma irremediável, eles precisam encarar os próprios medos para salvar o que amam.



Resenha


      "Baía da Esperança" foi o meu primeiro contato com as obras de Jojo Moyes. Nunca me interessei por seus livros, até que me deparei com a belíssima capa do romance em questão. "Baía da Esperança" já havia sido lançado no Brasil, mas pela editora Bertrand Brasil, em 2010, ganhando uma nova edição em 2015. Mas só o conheci em 2016, com seu relançamento pela editora Intrínseca. E quando soube do que se tratava, principalmente pela questão da preservação do meio ambiente, que é um tema que gosto bastante, além do enredo, não pensei duas vezes em adicionar o romance na minha lista de livros a serem lidos, criando as melhores expectativas possíveis.

     Expectativas superadas. Durante e depois da leitura fiquei admirado com tudo. Não esperava que fosse me empolgar e me surpreender tanto.

     Narrado em primeira pessoa sob a perspectiva dos principais personagens (Liza, Hannah, Mike, Greg e tia Kathleen - a eterna Garota do Tubarão), que se revezam a cada capítulo, o romance se desenrola de forma espontânea, permitindo ao leitor sentir diversas sensações nos momentos de emoção, suspense, ação e humor.

     E Jojo Moyes conduz tudo isso de forma coerente, possibilitando o leitor a tirar suas próprias conclusões a respeito das ações dos personagens. E esse é o principal triunfo da estrutura narrativa do livro. É interessante constatar o quanto eles se desenvolvem durante toda a história, gerando empatia - ou não -  em seus leitores. Um exemplo é o Greg, um dos principais personagens, que trabalha levando turistas para observar os golfinhos e as baleias; no início do livro foi um dos personagens que senti mais simpatia, mas conforme as páginas foram avançando, acabei criando uma certa repulsa por ele, embora acredito que é possível que isso não tenha acontecido com os demais leitores, não sei. Já com os personagens Liza e Mike, isso não aconteceu, pois desde o momento em que apareceram na história até a última página, ambos geraram uma grande afeição. Principalmente Liza, por sua personalidade forte e sua comovente história. Ao contrário de Vanessa e Dennis, a namorada e o futuro sogro de Mike; a vontade foi de fazer dos dois comida de tubarão (risos).

      Um dos grandes triunfos de "Baía da Esperança" foi despertar em mim uma conscientização, ainda maior, com relação ao meio ambiente. Expondo o quanto nós, seres humanos, somos egoístas, o livro me fez refletir sobre os impactos negativos que temos gerado no meio ambiente. "Meu Deus, o que nós estamos fazendo?", cheguei a pensar. É desesperador constatar o quanto temos sido negligentes com o futuro do nosso planeta.

      "Baía da Esperança" foi minha primeira experiência com a autora Jojo Moyes. E o imensurável êxito da mesma me fez acrescentar outros títulos da autora nas minhas futuras leituras. Espero me deparar com outras histórias tão comoventes e outros personagens tão bem desenvolvidos quanto conheci nesta obra, que entrou para a minha lista de livros favoritos.

2 comentários:

  1. Hey Douglas!
    Adorei sua resenha. De verdade. Você conseguiu captar e passar a mensagem do livro muito bem. A questão do egoísmo, não só conosco, mas com o meio ambiente, ao meu ver, é o ponto principal da história. Às vezes, por puro egoísmo e ambição própria, colocamos tudo a perder. Isso fica claro com os personagens dessa baía mágica. A Lisa é realmente uma personagem de personalidade, mas o Mike se saiu melhor no quesito empatia, no meu caso. kkk
    Sobre os livros da Jojo... Eu AMO a grande maioria! Mas se quiser indicações, indico super: A Garota que Você Deixou para Trás e A Última Carta de Amor, meu favorito.
    Mil beijokas! entreumlivroe-outro.blogspot.com

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    1. Obrigado, Anya! Fico feliz que tenha gostado da resenha.
      E agradeço também pelas dicas, os títulos da Moyes que você citou já estão na minha lista "Quero ler" do Skoob (risos)! Já estou ansioso para lê-los.
      Beijos e apareça sempre!

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