segunda-feira, 28 de novembro de 2016

O Reencontro de Carina e André: a grande virada de "Pai Herói"


     Com o anúncio da estreia de "Pai Herói" no Viva, criei as melhores expectativas em relação à trama de 1979. Eu já tinha uma imensa curiosidade em assisti-la devido a sua excelente trilha sonora internacional ("Sharing The Night Together", Dr. Hook, é minha canção preferida) e a chance de conferir esse clássico de Janete Clair, na íntegra, era imperdível.

     No ar, após os dois primeiros capítulos empolgantes, o entusiasmo pela trama protagonizada por Tony Ramos e Elizabeth Savalla foi se esvaindo conforme a história seguia. Logo, "A Gata Comeu" estreou e, sorrateiramente, engoliu meu coração e monopolizou para si toda a atenção. E "Pai Herói" ficou um pouco de lado, embora eu ainda acompanhasse os principais acontecimentos pelas matérias do site do Viva e pela internet rede à fora.

    Sim, estava um pouco decepcionado. Além dos personagens pouco carismáticos (apenas a protagonista Carina alimentou um pouco meu interesse pela novela; a ingenuidade exorbitante de André me irritou extremamente), eu não sentia ligação com a história e também não sentia conexão entre as histórias de Carina e André. E para mim isso era incomum, pois eles formavam o casal protagonista! E, no entanto, apenas se encontraram nos dois primeiros capítulos... Por que estavam tão distantes um do outro a ponto de parecer estar assistindo duas novelas em uma?

    Há pouco tempo, em uma das inúmeras matérias sobre "Pai Herói" na internet, soube que na época da exibição original da novela, a autora Janete Clair havia definido desde o início que André terminaria história nos braços de Ana Preta (Gloria Menezes), mas que diante da boa recepção do público com o casal #Andrina (ou #Caridré?), ela resolveu mudar o destino deles. Diante de inúmeras cartas e ligações, Janete Clair não teve saída e, pela primeira vez, mudou o destino dos personagens para agradar aos telespectadores (obrigado, público de 79!). Foi por essa descoberta que entendi o motivo de eles quase nunca se encontrarem. Os intérpretes, Tony Ramos e Elizabeth Savalla, já haviam contracenado como casal na novela anterior de Janete Clair, "O Astro" (1977), na qual interpretaram, respectivamente, Marcio Hayalla e a taxista Lili e obtiveram o mesmo êxito.

     Pelo menos há duas semanas, cheguei a comentar nas redes sociais o quanto estava descontente com a trama e um amigo e seguidor, que assistiu a novela, disse que ela só engrenava a partir do capítulo 32, onde aconteceria o reencontro de Carina e André. André entraria escondido no apartamento da bailarina e a renderia, pois estaria fugindo da polícia pelo assalto a um supermercado, que ele acabara se envolvendo sem saber (olha a ingenuidade da criança!), por influência do "amigo", o tratante do Pepo (Osmar Prado) e mais um comparsa. Rendida, Carina ajuda o atrapalhado André a se esconder da polícia, mas não o reconhece e nem se lembra que já foi salva por ele em Paço Alegre. Ela estava sozinha em seu apartamento, se embriagando, totalmente deprimida por ter perdido a guarda de sua filha, Ângela, para o ex-marido, César (Carlos Zara).

     E, finalmente, neste eletrizante capítulo, que fiz questão de assistir, que tornei a acompanhar "Pai Herói". Agora, conto os segundos para desfrutar de mais um capítulo e descobrir como vai se desenrolar essa história. Ficou nítido a mudança de ares da novela. É como se as peças do quebra-cabeça finalmente começassem a se encaixar!

     Para finalizar, não posso deixar de elogiar a parceria de Tony Ramos e Elizabeth Savalla em cena. O reencontro dos dois e a forma como tudo inesperadamente aconteceu, cada um com seus problemas, as dúvidas... enfim, um gancho e tanto para uma história arrebatadora, clássica e vibrante.

Mesmo sem se darem conta de que estão apaixonados, André e Carina se beijam. (Imagens/reprodução/TV Globo/CanalViva)


2 comentários:

  1. Nao me envolvi com essa novela
    Não senti simpatia por nenhum personagem
    E a gata monopolizou o meu coração?

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