segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Leituras do mês de Janeiro de 2017


     Retorno ao trabalho e falta de tempo (e um pouquinho de bloqueio na criatividade) foram os principais responsáveis pela pouca produtividade de resenhas no blog. Pensando nisso, e sem querer deixar de comentar os títulos, resolvi fazer uma postagem falando um pouco sobre cada livro que li no primeiro mês de 2017, que você pode conferir a seguir:





"Nada Mais a Perder"


Título original: The Horse Dancer
Autor (a): Jojo Moyes
Tradução: Ana Ban
Editora: Intrínseca
Ano: 2016
Páginas: 400


     A primeira leitura do ano se deu com "Nada Mais a Perder", lançado pela Intrínseca ano passado. Quem segue o Vento Norte sabe o quanto me tornei fã da autora Jojo Moyes após a leitura de "Baía da Esperança". Acabei não me agradando tanto de "Navio das Noivas", que li em seguida; mas segui em frente esperando encontrar outro tão bom quanto o primeiro que li. Daí chegou a vez de "Nada Mais a Perder", que possuía uma sinopse arrebatadora. Fiquei ansioso pela leitura. Mas, no final, foi uma grande decepção. Nossa, lembro que fiquei tão grilado com o livro, que nem me senti motivado a fazer uma resenha. Primeiro, porque quando me desagrado de alguma história prefiro omitir - a menos, é claro, que eu enxergue alguma necessidade e que tenha uma finalidade construtiva para isso. E segundo, eu não senti a mínima conexão com o livro. Tudo bem, a história é bonita, tem uma mensagem bacana (nem tanto, na verdade), mas... sei lá! Não me simpatizei com nenhum dos personagens. As atitudes de cada um deles me irritou profundamente e o tempo inteiro. Não conseguia torcer por eles. Não mesmo! Enfim, nem quero criar expectativas para "O Som do Amor". É o próximo da autora que pretendo ler e vou torcer para não me decepcionar outra vez.



"O Homem Proibido"

Autor (a): Nelson Rodrigues
Editora: Agir
Ano: 2007
Páginas: 464

     Há tempos eu desejava ler "O Homem Proibido", que conheci por causa da novela homônima, baseada no romance, produzida pela TV Globo em 1982, exibida no horário das 18h. Depois que eu li "O Casamento", de Nelson Rodrigues, esperava mais uma história polêmica e sem pudores. Mas me enganei, pois "O Homem Proibido" é um livro muito leve, que nem de longe lembra o primeiro do autor que li. Mas é uma história extremamente viciante, pois eu não conseguia parar de lê-lo. E o mais engraçado é que ele tem mais de quatrocentas páginas, só que ainda assim terminei a leitura em tempo recorde! Nelson Rodrigues fisga o leitor de uma forma que não é possível sossegar até descobrir o desfecho. Fiquei apegado à protagonista Sônia, apesar de sua ingenuidade além do suportável e odiei sua prima e rival, a Joyce, mimada, egoísta, ingrata e muito cínica. Agora entendo porque o escolheram para adaptar para a televisão. E já me disseram que a Joyce da novela, interpretada pela incrível Lídia Brondi, é ainda mais malvada (Reprisa, Canal Viva)!




"A Mulher Proibida"

Autor (a): Josué Montello
Editora: Nova Fronteira
Ano: 1996
Páginas: 244

     Já li dois romances de Josué Montello: "Os Tambores de São Luís" e "A Última Convidada". Por causa deles, considero Montello como um dos melhores escritores brasileiros. E sempre que surge a oportunidade, leio seus livros (quem me empresta é sua neta, que é minha professora). Dessa vez, com "A Mulher Proibida", eu não curti tanto a leitura, quanto nas ocasiões anteriores. O livro é excelente, e nem precisa dizer o quanto é bem escrito, mas o tema central me surpreendeu, apesar do título evidenciar o que seria discutido. Só que esperava uma história um pouco diferente. Achava que seria narrado a trama de um pai viúvo, perplexo com a permissividade dos jovens da época, querendo proteger sua filha de tudo. Era o que a sinopse prometia... Mas o que vi foi um pouco diferente e isso me surpreendeu. O tema da história e os conflitos do protagonista me causaram um certo desconforto, pois o belíssimo início da narrativa, toda a emoção da luta do protagonista, e narrador da história, e sua esposa Zuleica de terem um filho acaba se quebrando quando a história começa a se desenvolver nos dias "atuais". Ainda assim foi uma leitura interessante, li em menos de três dias.



"Depois Daquela Montanha"

Título original: The Mountain Between Us 
Autor (a): Charles Martin
Tradução: Vera Ribeiro
Editora: Arqueiro
Ano: 2016
Páginas: 304

     Prestes a ganhar uma versão cinematográfica, protagonizada por Kate Winslet e Idris Elba, "Depois Daquela Montanha" estava na minha lista de leitura desde o ano passado. A sinopse me comoveu bastante, por isso resolvi lê-lo. Mas alguma coisa me dizia que não iria gostar do seu desenvolvimento. Puro engano! Do começo ao fim fiquei empolgado com a trajetória de Ashley e Ben. Achei que seria uma leitura cansativa, mas acabou sendo muito legal e inspiradora. A única coisa que me desagradou foram as informações detalhadas a respeito de algumas coisas que, para mim, acrescentam em nada à história e que não me lembrarei após a página seguinte, mas que os autores insistem em inseri-las nos livros. Para alguns deve ser enriquecedor e interessante, mas para mim não fazem diferença. Mas o que importa mesmo é que o livro é excelente e extremamente emocionante. E mal posso esperar para assistir ao filme.



"O Primeiro Dia do Resto da Nossa Vida"

Título original: Miss You
Autor (a): Kate Eberlen
Tradução: Thalita Uba
Editora: Arqueiro
Ano: 2016
Páginas: 432

     Pense em um livro que você dava nada por ele e eis que ele te surpreende de forma inimaginável? Para mim, "O Primeiro Dia do Resto da Nossa Vida" é o um dos melhores exemplos desse tipo de questionamento. Quando li a sinopse do livro, no ano passado, quando ele ainda estava em fase de pré-lançamento no site da editora Arqueiro, não me interessei tanto pela história. Achei que seria algo parecido com "A Geografia de Nós Dois" (2016, ed. Galera Record), que eu não curti muito. Mas quando comecei a ler, minha impressão mudou. Rapidamente me envolvi nos dilemas dos personagens protagonistas, principalmente da protagonista Tess. Os obstáculos pelos quais ela passou, os sonhos que ela foi obrigada a deixar para trás, foram dilacerantes. Angus, o protagonista, também é um personagem interessante, mas suas escolhas me irritaram em alguns momentos da história, embora compreendêssemos, devido aos problemas familiares que ele passou. Mas tanto um, quanto o outro, são personagens muito bem desenvolvidos. E os dois, mesmo se esbarrando nos caminhos da vida, têm uma ligação tão forte um com o outro, que fica difícil não torcer para que eles se conheçam de verdade. A cada capítulo, a cada momento da história, o leitor rói as unhas de ansiedade para que esse momento aconteça. O maior aprendizado que podemos tirar dessa linda história é que, apesar dos desencontros, dos revezes da vida, as melhores surpresas e alegrias tem dia, lugar e momento certo para acontecer. 

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