sábado, 18 de março de 2017

[Sinopse] "Os Dias Eram Assim", de Angela Chaves e Alessandra Poggi


O que a História separou, só o amor pode unir de novo.


      A nova novela das onze, ou Supersérie - como a Globo irrefletidamente vem chamando-a -, apresentará uma história de amor que atravessa as décadas de 70 e 80. "Os Dias Eram Assim", escrita por Angela Chaves e Alessandra Poggi tem estreia prevista para abril. Um drama clássico, que se inicia nos tempos de repressão e se passa, em sua maior parte, no período de pré-abertura política, em 1984.

     De todas as produções da emissora em 2017, "Os Dias Eram Assim" é a que mais me chamou atenção. Tanto pelos temas que abordará, quanto por sua história e seu elenco. Uma produção dirigida por Carlos Araújo, a supersérie conta com grandes nomes em seu elenco, sendo protagonizada por Sophie Charlotte e Renato Góes.

      Um dos destaques da trama é a época em que a história se passa. Poucas novelas/minisséries são desenvolvidas no período de 70/80. Estou ansioso por saber como será o tratamento que a direção dedicará ao folhetim. Será que utilizarão músicas da época para a trilha sonora? Veremos os personagens assistindo a novelas, como "Irmãos Coragem" (1970) ou "Corpo a Corpo" (1984)? Esses mesmos personagens fraquentarão as discotecas? Já imaginou se ressuscitassem as cenas do próximo capítulo? E a numeração de cada capítulo? Fica aí o questionamento (risos)! Seria uma bela homenagem às novelas da época...


Sinopse


      21 de junho de 1970, Rio de Janeiro. É dia da final da Copa do Mundo, e o Brasil termina a partida tricampeão. O clima de euforia que se vê nas ruas, entre as pessoas, contrasta com o peso do momento: repressão, ditadura, violência... É nesse cenário em que Renato (Renato Góes) e Alice (Sophie Charlotte) se conhecem e iniciam uma história de amor que vai atravessar quase duas décadas e cruzar com eventos históricos importantes do país nestes períodos. Da repressão às Diretas Já, o amor sobrevivendo a tudo isso: medo, separação, esperança.

      O médico Renato é o primogênito de uma família de classe média de Copacabana. Filho de um professor universitário e de uma dona de livraria, Vera (Cassia Kis), ele tem dois irmãos, os estudantes Gustavo (Gabriel Leone) e a Maria (Carla Salle). Cada um a seu modo, estão engajados na luta pela liberdade que tanto conquistou mentes e corações dos jovens nesse momento histórico: enquanto Gustavo sai às ruas, Maria usa a arte como forma de manifestação e expressão.

      No universo de Alice, a luta travada é contra o pensamento conservador da família. Questionadora, a estudante sempre bateu de frente com os pais. Dono de uma construtora, Arnaldo (Antonio Calloni) não se conforma com o fato de a mulher, Kiki (Natália do Vale), nunca ter conseguido reprimir a inquietude da filha. É o amor por Renato que faz Alice tomar coragem de contrariar o principal projeto da vida dos pais: o casamento da filha com Vitor (Daniel de Oliveira), com quem a moça namora há anos. O vilão é braço-direito de Arnaldo na construtora e filho da oportunista Cora (Susana Vieira).

      São dois mundos que se cruzam por amor e serão separados pela relação conflituosa entre as duas famílias, potencializada pelo ambiente de conflito reinante no país; que mostra a vida de pessoas comuns e seus amores afetados pelo contexto histórico do Brasil na época. E de como esse momento foi capaz de interferir em vidas, sonhos e histórias de amor.


Teaser



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